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Albertina

Informações Essenciais

  • Alternate names:
    • []
    • Graphische Sammlung Albertina
    • Albertina
    • Wien Stadthalle
    • Palais Erzherzog Albrecht
  • Featured artists:
    • Albrecht Dürer
    • Gustav Klimt
    • Michelangelo
    • Pierre-Auguste Renoir
    • Rembrandt
  • Works on APS: 231
  • Art types: arte de parede
  • Ver mais…
  • Historical periods:
    • alta idade média
    • baixa idade média
    • idade moderna
    • modernismo
    • renascimento
  • Movements:
    • art nouveau
    • baroque landscape
    • baroque rococo fusion
    • german renaissance
    • high renaissance
  • Mediums:
    • acrílico
    • acrílico sobre tela
    • aquarela
    • giz pastel
    • gravura em metal
  • Location: Viena, Áustria
Albertina

A História e as Origens da Albertina

A trajetória da Albertina tem o seu início na própria evolução arquitetónica de um local emblemático na Innere Stadt, em Viena. No ano de 1744, o edifício foi renovado por Emanuel Teles, Conde Silva-Tarouca, passando a ser conhecido como Palais Taroucca. Mais tarde, a estrutura serviu de residência para Alberto Casimiro, Duque de Teschen, sendo sob a sua linhagem que se lançaram as bases para a instituição que conhecemos hoje.

A coleção foi estabelecida em 1776 pelo Duque Alberto da Saxónia-Teschen, num esforço de organização realizado em colaboração com Giacomo Durazzo. A aquisição destas primeiras obras foi fundamental para definir o foco institucional nas artes gráficas. Foi apenas em 1921 que o edifício recebeu oficialmente o nome de Albertina.

A Arquitetura do Palácio Histórico

As fundações da Albertina repousam sobre o Bastião Agostiniano, uma antiga seção das fortificações de Viena. Este posicionamento estratégico, inserido nas muralhas defensivas da cidade, moldou a presença física do local ao longo de séculos. A evolução estrutural do edifício reflete uma fusão deliberada entre a grandiosidade Barroca e a sobriedade Neoclássica. Estas camadas de design espelham as transformações nas necessidades do palácio à medida que este transitava de uma residência privada para uma instituição pública.

O palácio passou por modificações significativas ao longo de vários séculos. Em 1744, o Conde Emanuel Teles Silva-Tarouca reformou o edifício, estabelecendo o seu caráter de residência suntuosa. Posteriormente, Louis Montoyer expandiu a estrutura, acrescentando complexidade à sua arquitetura. Este percurso de expansão criou um diálogo entre diferentes períodos estilísticos, onde os interiores majestosos encontram a lógica formal do design Neoclássico.

Uma intervenção moderna define a silhueta do edifício na atualidade. Em 2008, a conclusão do design transformador do telhado de Hans Hollein introduziu um contraste marcante com a alvenaria histórica. Esta adição apresenta uma modernidade impactante revestida de titânio, que repousa sobre a estrutura tradicional. A justaposição entre o exterior elegante e contemporâneo e a herança histórica dos Habsburgos cria uma tensão visual fascinante entre o passado e o presente.

A Extensa Coleção de Artes Gráficas

A Albertina abriga uma das salas de gravuras mais significativas do mundo. O seu acervo compreende aproximadamente 65.000 desenhos e mais de um milhão de gravuras de mestres antigos, formando um repositório que permite o estudo direto da evolução do meio gráfico através de séculos de desenvolvimento técnico. A coleção é organizada de forma a refletir a precisão do traço humano, partindo do detalhe meticuloso dos mestres do início do Renascimento até às abordagens experimentais da era moderna.

Para além das gravuras históricas, a instituição mantém uma coleção especializada de arquitetura e fotografia. Este departamento inclui obras de Helmut Newton e Lisette Model, conferindo uma nova dimensão ao olhar artístico. A amplitude do acervo estende-se até ao período contemporâneo, incorporando trabalhos de Alex Katz, Cindy Sherman, Georg Baselitz, Hermann Nitsch e Maria Lassnig. Estas adições expandem o horizonte do arquivo gráfico, integrando perspetivas modernas sobre a forma e a construção da imagem.

Coleções de Arte Moderna e Contemporânea

O alcance da instituição estende-se pelo século XX e chega até os dias atuais através de diversos acervos distintos. A Albertina Modern é dedicada exclusivamente à arte contemporânea e do século XX, um espaço especializado que se concentra nos desdobramentos da era moderna, oferecendo uma plataforma para obras que emergiram após o período tradicional. O conjunto de pinturas e esculturas abrange o impressionismo francês, o fauvismo e a vanguarda russa.

Adições significativas expandiram o horizonte destas coleções. Em 2018, o museu adquiriu a Essl Collection, composta por 1.323 obras de arte contemporânea. Além disso, o museu apresenta a Batliner Collection, que está sob empréstimo de longo prazo desde 2007. Estas coleções permitem um estudo contínuo da evolução artística, desde o final do século XIX até o momento presente.

Obras-primas da Coleção Albertina

A coleção abriga obras de magnitude extraordinária, que nos transportam através dos tempos, desde o esplendor do Renascimento até a intensidade dramática do Barroco. Um exemplo sublime dessa maestria é o Young Hare, de Albrecht Dürer, executado por volta de 1502, que revela um nível de observação botânica de uma precisão quase hipnótica. O museu também preserva a genialidade de Michelangelo Buonarroti, cujas mãos moldaram a história da arte, presentes em obras como sua Pietà e o Lamentation (recto). Estas peças são testemunhos vivos do desenvolvimento técnico de uma era, capturando a essência da forma e a fluidez da linha com uma sensibilidade única.

Mergulhando nas tradições pictóricas e gráficas, o acervo nos apresenta o The Luxury, de Pisanello, uma representação detalhada e fascinante da vida no século XV. Já no domínio da arte holandesa e flamenga, a presença de Rembrandt van Rijn é evocada por obras poderosas como Cottages under a Stormy Sky. Juntas, estas seleções ilustram a vasta amplitude das tradições que a instituição se dedica a preservar, unindo o traço gráfico à profundidade da pintura.

A transição para o modernismo é marcada pela presença magnética de Gustav Klimt, cuja obra Silver Fish (Nymphs) constitui um pilar central deste acervo. A coleção mantém estas obras como parte de um registro contínuo e vibrante da evolução artística, traçando um fio condutor que une o período medieval à contemporaneidade.

Exposições e Pesquisa

O museu mantém um rigoroso programa de exposições que examinam tanto o acervo permanente quanto as aquisições mais recentes. A programação atual inclui uma retrospectiva sobre Albrecht Dürer, que analisa a amplitude de sua habilidade técnica e seu desenvolvimento artístico. Essas mostras são concebidas para proporcionar uma visão clara da evolução das artes gráficas através de lentes temáticas específicas.

As atividades de pesquisa na Albertina estendem-se a investigações históricas e acadêmicas profundas. Uma parte significativa do esforço acadêmico atual é dedicada à identificação de obras de arte que foram saqueadas durante a era nazista. Este trabalho envolve um exame meticuloso da proveniência para abordar a história da coleção. Além disso, a instituição conduz estudos especializados sobre as obras do Mestre da Adoração de Viena, focando nas características estilísticas desta figura anônima do início do século XV.

Projetos Recentes e Expansões

A instituição tem passado por desenvolvimentos estruturais e conceituais significativos nas últimas décadas. Entre 1998 e 2003, o edifício foi submetido a uma reforma completa e modernização, um período de obras que atendeu às exigências físicas do sítio histórico, ao mesmo tempo em que preparava os espaços para o uso contemporâneo. Dando continuidade a esse processo, o museu expandiu o seu horizonte com a abertura da Albertina Modern, um espaço dedicado à arte moderna. Esta adição permite uma distinção clara entre as coleções gráficas históricas e as evoluções artísticas dos séculos XX e XXI.

Uma expansão ainda mais profunda ocorreu em abril de 2024, com a inauguração da Albertina Klosterneuburg. Este novo local oferece um palco para a Batliner Collection, que abriga obras de arte produzidas após 1945. Com isso, o alcance institucional estende-se agora para além da localização central em Viena, incluindo este espaço especializado. Tais desenvolvimentos prepararam o museu para a celebração do seu 250º aniversário, que ocorrerá em 2026.

Quiz de Arte

Cada pergunta possui apenas uma resposta correta.

Pergunta 1:
Em que cidade está localizado o museu Albertina?
Pergunta 2:
Qual artista é conhecido pela obra 'Lebre Jovem' guardada na Albertina?
Pergunta 3:
Qual é o número aproximado de desenhos na coleção da Albertina?
Pergunta 4:
Quem projetou o transformador telhado de titânio da Albertina?
Pergunta 5:
Qual artista possui o maior número de obras no catálogo WahooArt.com da coleção Albertina?